A PÁSCOA DE FRANCISCO DE ASSIS


CELEBRAÇÃO DA MEMÓRIA

DA MORTE DE S. FRANCISCO

Fátima, 3 de Outubro de 2008




Em memória de Francisco de Assis…


AMBIENTAÇÃO: “Quem sou eu e quem és tu, Senhor?”.

(música de fundo)
ð Eu, Francisco:
Francisco, eu conhecia-o. A graça de Deus fez com que eu fosse um dos primeiros a segui-lo. E quem diria que também eu me deixaria levar pela sua loucura?!
Em tempos, devido à sua maneira lunática de ser e ao seu entusiasmo contagioso, tínhamo-lo proclamado o “Rei das Festas”. Era realmente um amigo simpático. Era o líder dum grupo completamente voltado para os divertimentos. Às vezes eu tinha a impressão de que ele se exaltava demais… Pensando bem, parecia querer embriagar a sua consciência para esconder a amargura que começava a sentir diante da vida superficial que não o satisfazia verdadeiramente.
Lembro-me da profunda desilusão de seu pai face ao “fracasso” de todas as ambições e projectos que sonhara para seu filho.
Nunca esquecerei o dia, no qual podíamos ler nos olhos de Francisco a louca sensação que o transformava, porque começava a compreender o valor da pobreza e do ser essencial. E tudo isto como consequência da descoberta de Cristo na sua vida. E esta louca e maravilhosa “doença” de Francisco por Cristo contagiava-me também… A mim, e a outros, ao longo dos séculos.
É difícil explicar como amadurecia, no nosso íntimo, a descoberta progressiva de Jesus: perdíamos cada vez mais a vontade de possuir ou de ter… queríamos apenas ser… Ser autênticos, íntegros e fiéis a Cristo, ao Santo Evangelho, à Santa Igreja, Mãe de todos os filhos de Deus… sentíamos uma liberdade nova que antes não tínhamos…
Com Francisco, através do seu exemplo, da sua fé e do seu amor por Cristo, compreendemos e vivemos o significado da verdadeira liberdade, a alegria profunda… Francisco, homem verdadeiro, fiel ao Divino Espírito do Senhor.
Para concretizarmos este sonho, ajudaram-nos as interrogações decisivas de Francisco. Na ânsia de compreender a estranha força que impulsionava a sua forma de vida, abalando e alterando por completo os seus planos, ele, muitas vezes, interrogava-se: “Quem sou eu e quem és Tu, dulcíssimo Senhor?”
(livre adaptação do Testemunho de Frei Leão)
P. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
A. Ámen
P. Com as palavras de Francisco desejo-vos “saúde e paz no Senhor”.
A. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
G. Ao fim da tarde de Sábado, dia 3 de Outubro de 1226, quando liturgicamente já tinha iniciado o dia seguinte, vinte anos após a sua conversão, e a dois da impressão dos estigmas, Francisco apagava-se junto da capela de Santa Maria dos Anjos acolhendo a morte como “irmã” e cuidando ele mesmo, por assim dizer, a sua passagem para Deus.
Tal como estivera conforme a Cristo durante a vida, assim desejava ser-lhe conforme na morte, no momento em que o homem faz a síntese da sua vida e a entrega como testemunho e esperança para quem fica.
É esta morte, cheia de vida, de Francisco que nós iremos reviver na celebração desta noite, chamada “transito de S. Francisco”, isto é a sua Páscoa (passagem) da vida terrena para a vida que não tem fim.

Cântico

Convite à Oração (S. Francisco, 1ª Regra 23).

P. Omnipotente, santíssimo, altíssimo e soberano Deus, Pai santo e justo, Senhor rei do céu e da terra, por ti mesmo te rendemos graças, porque por tua santa vontade e pelo teu único Filho com o Espírito Santo, criaste todas as coisas espirituais e corporais, e a nós, feitos à tua imagem e semelhança, nos colocaste no paraíso, donde decaímos por culpa nossa.
A. E te rendemos graças porque, como por teu Filho nos criaste, assim também pela verdadeira e santa caridade com que nos amaste, fizeste que Ele, o teu Filho, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, nascesse da gloriosa sempre Virgem e beatíssima santa Maria, e pela sua cruz, sangue e morte quiseste resgatar-nos, a nós que éramos cativos.
P. Com todo o nosso coração, com toda a nossa alma, com todo o nosso espírito, com toda a coragem e fortaleza, com toda a inteligência e com todas as forças, com toda a boa vontade e afecto, com todas as entranhas, com as ânsias todas da alma, amemos todos ao Senhor Deus que a cada um de nós deu e dá o corpo, a alma e a vida; que nos criou e remiu e só por sua misericórdia nos salvará; que nos fez e nos faz todo o bem, a nós miseráveis e mesquinhos, corruptos e fétidos, ingratos e maus.
A. Nada mais desejemos, nada mais queiramos, nada mais nos agrade e deleite senão o nosso Criador, Redentor e Salvador, o só Deus verdadeiro, que é a plenitude do bem, todo o bem, o bem completo, o verdadeiro e sumo bem; ele, o único que é bom, misericordioso e manso, suave e doce; o único que é santo, justo, verdadeiro e recto; o único que é benigno, inocente e puro; de quem, por quem nos vem e em quem está todo o perdão, toda a graça, toda a glória dos penitentes e justos, e dos bem-aventurados do céu. Ámen.

P. Oremos: Pai santo, que te dignaste admitir na glória dos Santos o teu humilde servo Francisco, concede-nos, que devotamente recordemos a sua passagem deste mundo para Ti, e sigamos os seus exemplos, para sermos admitidos com ele na glória eterna. Por Nosso Senhor, …
T. Ámen

I. NARRAÇÃO DA MORTE DE FRANCISCO, Páscoa de um cristão.

v Como Cristo, pobre
1Leit.  A Palavra de Deus (Fil 2,6-11):
“Jesus, que por natureza era Deus, não quis agarrar-se a esse direito de ser igual a Deus. Pelo contrário, privou-se do que era seu e tomou a condição de escravo, tornando-se igual aos homens. E, vivendo como homem, humilhou-se a si mesmo, obedecendo até à morte, e morte na cruz”.

G. Escutemos a narração das últimas horas de vida de Francisco, a partir da Vida Segunda de Frei Tomás de Celano, o qual observa que as obras do homem são reveladas pela sua morte e que precisamente na hora da morte de Francisco apareceu claramente como Ele tinha chegado ao máximo de todas as virtudes, e depois de ter abandonado as atracções desta vida mortal, ia ao encontro da morte cantando, pronto para voar livre, até ao céu.
v Como Cristo, uma entrega por amor...
2Leit.  Da Vida II de São Francisco de Tomás de Celano
“Enquanto os irmãos choravam amargamente e se lamentavam inconsoláveis, mandou o Pai que lhe trouxessem pão. Abençoou-o, partiu-o e deu um bocado a cada um. Quis também que lhe levassem o livro dos Evangelhos e lhe lessem no Evangelho de S. João o passo da última ceia de Jesus que começa com estas palavras: (2C 217, 1-2):
1Leit.  A Palavra de Deus (Jo 13, 1-5):
“Antes da festa da Páscoa, Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de deixar este mundo para ir para o Pai. E ele, que amou sempre os seus que estavam no mundo, quis dar-lhes provas desse amor até ao fim. Estavam a cear. Levantou-se então da mesa, tirou a capa e pegou numa toalha que pôs à cintura. Depois deitou água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha”.

Cântico: “Nada te turbe, nada de espante;
                            quem a Deus tem, nada lhe falta
    Nada te turbe, nada te espante, só Deus basta”.
2Leit.  Da Legenda Maior de S. Boaventura,
“Decorriam dois anos depois da impressão dos sagrados estigmas, e vinte desde a sua conversão... Pede que o transportem para Santa Maria da Porciúncula. Aí recebera o espírito da graça; aí gostaria de entregar o espírito da vida.
Chegado ali, para mostrar com um exemplo vivo que nada tinha com o mundo, apesar da gravidade dessa doença, que devia ser a última, num ímpeto de fervor lançou-se completamente nu para a terra nua… Com a mão esquerda cobriu a chaga do lado, para que a não vissem. Voltou o rosto para o céu, como era seu costume, e todo embebido já na glória eterna, disse aos Irmãos: “O que a mim me competia fazer, fi-lo; Cristo vos ensine a vós a fazerdes o que a vós compete”» (LM XIV, 3, 1-4).
«Estavam debulhados em lágrimas os companheiros do Santo, extremamente sensibilizados. Um deles, a quem chamavam o seu guardião, adivinhou por inspiração divina os seus desejos: foi buscar um hábito, um cordão e umas bragas, e entregou-lhas com estas palavras: “Toma lá! Empresto-te isto, como pobre que és; recebe-o por santa obediência!”. Cheio de alegria, louco de contentamento por ter sido fiel até ao fim à sua Senhora Pobreza, levanta as mãos ao céu para agradecer a Cristo este último dom: ir ter com ele desembaraçado de tudo, livre, completamente livre! Até a túnica que levava era emprestada!… Quis assemelhar-se o mais possível ao Cristo crucificado, que esteve pendente na cruz, pobre, atormentado e nu» (LM XIV, 4, 1-5).

Cântico: “Nada te turbe... só Deus basta”.
v A plenitude da vida para a alegria sem fim.
1Leit.  A Palavra de Deus (Mt 11, 25s.):
Naquele tempo, Jesus exclamou: “Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelastes aos pequeninos. Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado”.
2Leit.  Da Vida II de São Francisco de Tomás de Celano
«Convidou também as criaturas todas a louvarem a Deus e exortou-as a amá-lo. Até a própria morte, para todos tão odiosa e terrível, ele exortava ao louvor, e saindo-lhe ao encontro com ânimo alegre, convidou-a a hospedar-se em sua casa: “Bem-vinda seja - dizia - a minha irmã morte”. E para o médico: “Coragem, irmão médico, não receies dizer-me que está próxima a minha morte, porque ela é para mim a porta da vida”. E para os irmãos: “Quando me virdes entrar em agonia, outra vez nu me haveis de estender no chão, como anteontem, e assim morto, deixai-me jazer o tempo que levaria um homem a percorrer folgadamente uma milha.
Chegou, enfim, a sua hora. Realizados nele todos os mistérios de Cristo, voou ditosamente para Deus» (2C 217, 7-10; cfr S. Boaventura, LM 14, 3-6).
«As cotovias são aves que gostam da claridade da luz e evitam a sombra do crepúsculo. Pois apesar disso, à hora da passagem do Santo, ao cair da noite, acorreram em grandes bandos e andaram muito tempo a voltear por sobre o tecto da casa onde ele se finava, dando assim, com esse desusado espectáculo e essa insólita alegria, um testemunho à glória do Santo, que tantas vezes as convidara a louvar o Senhor» (S. Boaventura, LM 14, 6, 9-10).

T. Ó alma santíssima, enquanto sobes à glória do céu
     os santos correm ao teu encontro, os anjos exultam em coro,
             a Trindade gloriosa convida-te, dizendo:
             “Fica connosco para sempre”.

Cântico: “Nada te turbe... só Deus basta”.

G. Revivamos os sentimentos de Francisco rezando com o mesmo salmo por ele recitado no leito de morte: o Senhor é a sua sorte na terra dos vivos; o Senhor arranca do cárcere a sua vida e o introduz na multidão dos santos.

SALMO 141
(Cantado em coros alternos)

Por ti eu clamo, Senhor: vem depressa socorrer-me!
Escuta a minha voz, quando te invoco.

Suba junto de ti a minha oração como incenso,
e as minhas mãos erguidas como oferenda da tarde.

Senhor, põe uma sentinela de guarda à minha boca,
defende a porta dos meus lábios.

Não me deixes escorregar para a maldade+
nem praticar a iniquidade com os ímpios,
nem tomar parte em seus lautos banquetes.
Castigue-me o justo e repreenda-me com misericórdia;
mas que o óleo do pecador nunca me perfume a cabeça.

Não cessarei de orar contra os seus malefícios.
Os seus chefes foram lançados contra o rochedo,

mesmo ouvindo as minhas palavras verdadeiras.
Como em terra que é cavada e lavrada,

os seus ossos dispersos foram engolidos pelo Abismo.
Para ti, Senhor, se voltam os meus olhos;

em ti me refugio, não me abandones.
Protege-me do laço que me estenderam;

livra-me das intrigas dos que praticam o mal.
Que os ímpios caiam nas suas próprias armadilhas+
e que eu possa passar ileso.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo ….

- Silêncio de meditação –

II. PEQUENO TESTAMENTO DE S. FRANCISCO

C. Alguns meses antes de morrer, enquanto se encontrava em Siena, as condições da saúde de Francisco agravaram-se de tal modo que se temia a morte.
Foi então que o Santo ditou um breve testamento, que acolhemos agora como sua preciosa herança e nosso compromisso de vida.

Pequeno Testamento de S. Francisco

3L. Escreve que eu abençoo todos os meus irmãos que estão na Ordem, e bem assim todos os que nela entrarem até ao fim dos séculos.
Porque a minha fraqueza e sofrimentos, causados pela doença, me impedem de falar, brevemente, nestas três palavras eu manifesto a meus irmãos a minha vontade, a saber:
Que em memória da minha bênção e do meu testamento, sempre se amem mutuamente, / que amem sempre nossa senhora a santa pobreza, e a guardem / e sempre se conservem fielmente sujeitos aos prelados e a todos os clérigos da nossa santa mãe Igreja.

III. PRECES EM HONRA DE S. FRANCISCO

P. Irmãos caríssimos, a vida de Francisco é um dom para todos e a sua morte torna-o para nós ainda mais próximo.
A ele nos dirigimos com as palavras dos seus primeiros companheiros, certos de que a sua paternidade se estende também hoje sobre nós seus filhos:
Digamos juntos:

T. Francisco, pobre e humilde, entrou rico no reino dos céus.

S. Ó verdadeira luz do mundo que brilhas mais do que o sol na Igreja de Cristo, já nos escondeste os teus raios, e retirando-te na esplêndida pátria celeste, trocaste a nossa companhia de míseros mortais pela dos anjos e dos santos!

T. Francisco, pobre e humilde, entrou rico no reino dos céus.

S. Ó insigne espelho da nossa família religiosa, não descures com a tua carne mortal o cuidado dos teus filhos. Tu sabes bem em quantos perigos nos deixaste, agora que nas inumeráveis fadigas e nas frequentes provas já não estás connosco, tu que com a tua bondosa presença em todos os momentos nos confortavas e nos animavas.

T. Francisco, pobre e humilde, entrou rico no reino dos céus.

S. Ó Pai santíssimo, verdadeiramente misericordioso, sempre pronto para compreender e perdoar os teus filhos errantes, nós te louvamos, unindo a nossa à bênção do Altíssimo, o qual é sempre Deus bendito sobre todas as coisas.

T. Francisco, pobre e humilde, entrou rico no reino dos céus.

S. Tu, já te alimentas com a flor da farinha, da qual tinhas fome, e matas a tua sede “na torrente das delícias”, de que antes tinhas sede, mas não acreditamos que a abundância da casa de Deus te faça esquecer de nós teus filhos.

T. Francisco, pobre e humilde, entrou rico no reino dos céus.

S. Atrai-nos para ti, pai santo, para que corramos na fragrância dos teus perfumes: tu vês quanto somos tépidos e preguiçosos.
Nós, teu pequeno rebanho, seguimos-te com passo incerto e os nossos olhos frágeis não suportam os raios da tua perfeição.

T. Francisco, pobre e humilde, entrou rico no reino dos céus.

S. Ó espelho e modelo dos perfeitos, renova os nossos dias, como no princípio, e não permitas que sejam diferentes na vida, aqueles que são parecidos contigo na profissão.

T. Francisco, pobre e humilde, entrou rico no reino dos céus.

IV. CONCLUSÃO: Enviados a ser instrumentos de paz

P.    Altíssimo, Omnipotente, Bom Senhor, em Ti,
        tudo o que há nos céus e na terra foi pacificado e reconciliado:
T.      Senhor, fazei-me instrumento da vossa Paz. (2 v.)
1Leit.     Tu és Amor, Caridade, Tu só, és Bom:
2Leit.     Onde há ódio, concede-nos tornar presente o teu Amor.
1Leit.     Tu és Mansidão, Tu és Misericórdia:
2Leit.     Onde há ofensa faz-nos levar o teu Perdão.
1Leit.     Tu és Humildade, Tu és Paciência:
2Leit.     Onde há discórdia, faz-nos levar a Reconciliação.
T.      Senhor, fazei-me instrumento da vossa Paz. (2 v.)
1Leit.     Tu és Luz, Tu és Beleza:
2Leit.     Onde existe o erro, envia-nos a anunciar a Verdade.
1Leit.     Tu és Salvador dos que crêem:
2Leit.     Onde há dúvida, concede-nos transmitir a Fé em Ti.
1Leit.     Tu és Segurança, Tu és Quietude, Tu és a nossa Vida Eterna:
2Leit.     Onde existe o desespero, faz-nos levar a tua Esperança.
T.      Senhor, fazei-me instrumento da vossa Paz. (2 v.)
1Leit.     Tu és Soberano e Glorioso, brilhando com grande esplendor:
2Leit.     Onde há trevas, faz - por nós - brilhar a tua Luz.
1Leit.     Tu és a nossa Esperança e a nossa Alegria:
2Leit.     Onde há tristeza, faz-nos suscitar o teu Júbilo.
1Leit.     Senhor, nossa Consolação,
2Leit.·    ensina-nos a procurar primeiro, como Tu, consolar,
antes mesmo de desejar, para nós, a consolação.
1Leit.     Tu que és Sabedoria, Justiça e Misericórdia,
2Leit.     ensina-nos a procurar primeiro, como Tu, compreender,
antes mesmo de desejar ser compreendido.
T.  Senhor, fazei-me instrumento da vossa Paz. (2 v.)
1Leit.     Tu que és Amor, Tu que primeiro nos amaste,
2Leit.     ensina-nos a amar antes mesmo de desejar ser amados.
1Leit.     Faz-nos descobrir que renunciando a nós mesmos, nos abrimos a Ti,
Todo Bem, Supremo Bem, Bem Total.
2Leit.     Ensina-nos que a única forma de acolher o teu Perdão
é perdoarmos a nós mesmos por amor a Ti.
T.  Senhor, fazei-me instrumento da vossa Paz. (2 v.)
P.  Dá-nos a certeza confiante de que perdendo a vida por tua causa escaparemos à morte segunda e chegaremos - pela tua graça somente - a Ti, Altíssimo, na terra dos vivos.

Pai-nosso
P. Sentimo-nos todos irmãos e filhos do único Pai que está no céu. Como sinal de fraternidade, de mãos dadas, oremos por todos os povos como o Senhor nos ensinou:

Abraço da paz
P. E agora acolhemo-nos uns aos outros, manifestando a nossa alegria de ter estarmos unidos em oração e, como verdadeiros filhos de Francisco, oferecemos agora a cada nosso irmão e irmã, um abraço sincero de Paz:

Bênção
P. Deus omnipotente, eterno, justo e misericordioso, concede-nos a nós, miseráveis, que por ti façamos o que sabemos que tu queres, e sempre queiramos o que te apraz, para que, interiormente purificados, interiormente alumiados e abrasados pelo fogo do Espírito Santo, possamos seguir os passos de teu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, e mediante somente a tua graça, chegar até a ti, ó Altíssimo, que, em Trindade perfeita e em simples Unidade, vives e reinas e tens toda a glória, ó Deus omnipotente, por todos os séculos dos séculos.
Ámen.

O Senhor vos abençoe e vos proteja.                             Ámen.
Vos mostre a Sua face e Se compadeça de vós.                         Ámen.
Volte para vós o Seu rosto e vos dê a paz.                    Ámen.
O Senhor vos abençoe:
em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.             Ámen.

 
Cântico final

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